Esse tema me remete a 2013, ano em que trabalhamos duro na implantação do ERP JD Edwards da Oracle.

Foi uma fase difícil porque saíamos de um legado de anos de desenvolvimento interno para sistema estruturados, de mercado, cheios de regras e condições para funcionar adequadamente.

Entre 6 ERP’s conhecidos no mercado a companhia optou justamente pelo que não era 100% brasileiro, embora a escolha parecesse obvia por um produto nacional a diretoria preferiu olhar outros pontos que não somente a questão tributária nacional, optando por um software americano, mas cheio de tecnologia e um horizonte muito promissor, hoje temos a certeza de que a escolha foi certa.

Mas e a questão fiscal, como atender?

Além do que já era conhecido, muitas mudanças ocorrendo e novas obrigações acessórias nascendo, complicando ainda mais nosso dia-a-dia, nosso projeto, a própria Oracle recomendava a escolha de um software satélite para atender 100% a localização Brasil do ERP JD Edwards, a mesma não tinha e não tem condições de acompanhar a velocidade e o “poder” de criação do nosso governo.

Também admitem abertamente não entender esse cenário que somente quem nasce aqui é capaz de compreender, tudo poderia ser mais simples, não é mesmo?

Quando optamos por um ERP estrangeiro é obrigatório a adoção de um software satélite que complemente as funções desse sistema, atendendo em sua totalidade as necessidades que a legislação nos obriga.

Temos algumas opções no mercado e a grande questão é conciliar custo x benefícios x arquitetura x usabilidade aliado há um TCO que justifique o investimento após algum tempo.

É isso mesmo, além do desafio de se atender a todas as necessidades fiscais ainda temos de pensar no impacto orçamentário desta solução nos próximos anos, já testemunhei casos onde a conta ficou impagável.

No caso do JD Edwards embora a Oracle se esforce para atender as necessidades básicas na Localização Brasil (76B), a velocidade não condiz com a nossa necessidade e neste caso customiza-se o sistema (quando não se tem o software satélite) ou trabalha-se na atualização e testes de um software de apoio fiscal.

Nós optamos pela segunda opção e estamos satisfeitos, além de atender a todas as necessidades fiscais e a legislação em geral, conseguimos ter serviços agregados que em muitos casos se antecipam a nossa necessidade e operação.

O fato é que atualmente não se trata apenas de software, mas pensando na companhia, o desafio é tratar a questão de localização de forma global, ou seja, atender aos requisitos de TI aliado as necessidades da área de negócio e prestando total apoio e suporte as questões tributárias à qual estamos sujeitos, muitas vezes se antecipando aos fatos e abrindo inclusive uma discussão saudável entre cliente e fornecedor sobre “estar sujeito ou não aquela obrigação acessória nova que o governo exige”.

Isso não seria um suporte, mas sim uma consultoria quase que gratuita, mas nem todos os fornecedores tem estrutura para isso, muitas vezes nem interesse de fazê-lo.

É cada vez mais necessário ter um suporte que vai além do software nessa questão, nossas áreas fiscais muitas vezes não conseguem se atualizar na mesma velocidade que o governo reinventa a legislação e esperar tais recursos do fabricante de ERP é praticamente utopia, ainda mais sendo estrangeiros.

Observo que mesmo os nacionais têm lá suas dificuldades, haja visto a quantidade de atualizações a queima roupa as vésperas das entregas ao governo. Minha sugestão é buscar um parceiro de solução fiscal que atenda a sua necessidade, um especialista, que ele faça além do óbvio, hoje isso é possível sim.

Independente do seu ERP, sendo ele estrangeiro, você precisará de uma solução fiscal, de localização Brasil.

Faça uma boa escolha e não olhando e avaliando somente a parte técnica, de integração ou qualquer ponto relacionado a TI. Afinal essa parte a meu ver não é a mais difícil, ainda mais se você usa JD Edwards, Oracle Cloud, etc.

Busque pelo todo, uma solução completa, um bom front-end com amigável usabilidade aliado a um bom serviço, ainda mais no pós-venda e a integração entre sistemas hoje não é mais um bicho papão como anos atrás, mas isso já é uma outra conversa.

 

Texto de Wilker Costa Silva, da Sal Cisne, cliente Compliance Fiscal com exclusividade para nosso blog.

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